Colheita de café termina em Minas Gerais com preço firme no Sul de Minas e no Cerrado Mineiro
Produtores das duas regiões concluem a safra 2026 em meio a clima seco favorável e cotação valorizada no mercado interno.

A colheita do café 2026 chega ao fim nesta semana em Minas Gerais, com destaque para o Sul de Minas e o Cerrado Mineiro, onde cooperativas relatam grãos de qualidade superior após um período seco que favoreceu a secagem nos terreiros. O estado responde pela maior parte da produção nacional do grão, e a safra deste ano consolida a posição das duas regiões como referência em café especial.
Clima e qualidade
Em polos como Varginha e Três Pontas, no Sul de Minas, e Patrocínio e Monte Carmelo, no Cerrado Mineiro, o clima seco durante a maturação reduziu a incidência de grãos verdes e melhorou a classificação final do lote. Cooperativas da região já reservam parte da produção para o mercado de cafés especiais, que paga acima da cotação padrão.
Preço e escoamento
A cotação interna segue valorizada, o que tem levado produtores a escalonar a venda em vez de negociar o lote inteiro de uma vez. O escoamento até os armazéns das cooperativas segue pelas rodovias estaduais que cortam as duas regiões, e parte do volume beneficiado segue depois para terminais de exportação fora do estado.
Com a colheita encerrada, os produtores entram agora na fase de poda e adubação para o próximo ciclo. A meta de cooperativas do Cerrado Mineiro é elevar em 10% o volume industrializado até o fim do ano, aproveitando a estrutura de armazenagem ampliada nas últimas safras.
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